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notícias - Fundação AEP

Saída da crise apontada nas II Jornadas AEP / Serralves

 

Portugal tem de voltar a ter indústria forte


O Presidente do Fórum para a Competitividade, Pedro Ferraz da Costa, defendeu que evitar o desemprego e lançar uma nova reforma fiscal são duas medidas essenciais para enfrentar a actual crise.

Responsável pelo discurso de abertura nas II Jornadas AEP / Serralves, que no passado dia 20 de Outubro juntaram perto de 200 empresários, académicos, gestores, analistas e ex-governantes a debater “A Re-Industrialização do País”, Ferraz da Costa elogiou “a coragem na escolha do tema”. Mas também condenou a passividade de sucessivos governos de diferentes partidos que, com o beneplácito da respectiva oposição, levaram a “tantos anos de diminuição da actividade industrial”.

Pedro Ferraz da Costa, economista, agricultor e empresário, falou logo após a introdução feita por Paulo Nunes de Almeida, Presidente da Fundação AEP, e de Luís Braga da Cruz, Presidente da Fundação de Serralves, que deixaram pistas para a reflexão nas jornadas, sendo ponto assente que a re-industrialização é inevitável ou obrigatória. Mas “vai ser muito difícil”, alertou desde logo Ferraz da Costa, condenando a falta de visão das últimas décadas e apontando vários outros países que não desindustrializaram e “estão hoje bem em termos de índices sociais”: República Checa, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos ou Eslováquia.

Pelo contrário, em Portugal, “a indústria é hoje pouco mais do que a soma da agricultura com a energia e a água”, lamentou Ferraz da Costa que, porém, veio às II Jornadas AEP / Serralves partilhar sugestões, começando pela necessidade de ultrapassar o desequilíbrio financeiro. Mas, na sua opinião, “o desafio mais difícil de atingir” vai ser o de compatibilizar a desalavancagem do sistema financeiro com o crescimento económico.

Além disso, Ferraz da Costa considera necessário definir uma estratégia exigente e concentrada em muito poucos objectivos, acompanhada de amplo debate e divulgação. Entre as prioridades aponta o fomento da concorrência, o fim dos proteccionismos sectoriais e profissionais, a redução da base de custos nacional e o travão do desemprego, defendendo uma forte baixa dos custos não-salariais como principal alternativa à redução salarial.

O não prolongamento das situações de desemprego foi ainda afirmado como essencial por Ferraz da Costa para não haver desperdícios humanos e materiais, pelo que defendeu a agilização das falências.

Fomentar o agrupamento dos sectores industriais em clusters, forçar a reorganização associativa nos mesmos termos, adensar as relações intra–industriais com mecanismos especiais de acesso ao crédito e evitar que o Estado, as autarquias e o capital de risco travem o ajustamento estrutural (“é preciso acelerá-lo”), foram outros dos passos a dar apontados por Ferraz da Costa na abertura das jornadas.

O evento prosseguiu com vários painéis temáticos e a primeira introdução esteve a cargo do Professor Valente de Oliveira, Administrador da Fundação AEP, que frisou igualmente a inevitabilidade da existência de uma forte indústria para a saúde económica de um Estado. “A experiência tem vindo a demonstrar que nem a criação de emprego nem a produção podem assentar exclusivamente no sector terciário como alguns propugnavam há alguns anos atrás”, referiu Valente de Oliveira, explicando o tema das jornadas numa expressão: “A re-industrialização do País parece-nos um imperativo!”.

O encontro desenrolou-se ao longo de todo o dia com vários painéis que permitiram ter melhores entendimentos sobre a evolução da indústria e sua organização, como está estruturada nos países europeus e quais são as perspectivas das instâncias europeias.

Para isso e para dar conta de vários exemplos empresariais de sucesso, estiveram também na Fundação de Serralves nomes como o Prof. Dr. Jorge Fernandes Alves, o Eng. José Carlos Caldeira, Folker Franz (Industrial Affairs Director Business Europe), Massimo Mattucci (COMAU Spa – Chairman of EFFRA Association), Prof. Dr. Augusto Barata da Rocha (presidente do INEGI), Prof. Dr. José Manuel Mendonça (Presidente do INESC Porto), entre outros.

Estas II Jornadas AEP / Serralves foram encerradas, com uma intervenção do Presidente da AEP, José António Ferreira de Barros, e com um discurso do Presidente da Sonae, Belmiro de Azevedo.


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