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Eficiência energética na indústria é investimento com retorno

 

Apesar de não ser um investimento prioritário para muitas empresas industriais, a eficiência energética proporciona ganhos consideráveis e otimiza processos e equipamentos. A AEP acaba de concluir a execução da segunda edição do projeto Efinerg e não tem dúvidas


Apesar de os decisores empresariais portugueses estarem cada vez mais conscientes dos ganhos associados à eficiência energética e à utilização racional da energia, alguns sectores da indústria nacional continuam a subalternizar os investimentos nesta área, a resistir à mudança de rotinas e processos, a descurar a sensibilização do pessoal e as empresas a não ter um gestor de energia ao seu serviço. Em poucas palavras, é este o quadro que resulta da execução do projeto Efinerg II - Eficiência Energética na Indústria, que a AEP - Associação Empresarial de Portugal acaba de concluir.

Ao longo de ano e meio, foram intervencionadas 75 PME industriais com apreciáveis consumos de energia, instaladas nas regiões Norte, Centro e Alentejo e a operar em seis sectores: couro e produtos do couro; equipamento elétrico; pasta de papel, cartão e seus artigos; artigos de borracha e matérias plásticas; produtos químicos e de fibras sintéticas ou artificiais (com exceção dos produtos farmacêuticos); e impressão e reprodução de suportes gravados.

Ainda que os consumos variem de sector para sector – a indústria química, por exemplo, continua a ser o maior utilizador industrial de energia a nível mundial, havendo empresas em Portugal em que energia e matérias-primas representam mais de 90% dos custos totais –, os estudos resultantes deste projeto da AEP, cofinanciado pelo Compete, ao abrigo do QREN, e apoiado pela EDP, apontam para a necessidade de a nossa indústria rever as soluções de que se serve em termos de força motriz, iluminação, ar comprimido, produção de frio e de calor e motores elétricos, entre outros aspetos.

Investimento menos tangível, mas igualmente importante, é a sensibilização contínua de todos quantos trabalham na empresa, tornando-os agentes ativos num processo de mudança para a eficiência energética. No centro desse trabalho deverá estar o gestor de energia, figura que muitas empresas percecionam como “útil” mas que ainda não criaram.

Como resulta do trabalho feito, no “chão da fábrica”, durante a segunda edição do Efinerg, a relação da indústria portuguesa com a energia é pontuada pela resistência à mudança, por efeito das rotinas e processos há muito instituídos. Porém, há alterações inevitáveis: umas em curso, outras que se anunciam, seja por força das metas europeias assumidas para 2030 e do Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética, com as consequentes alterações regulamentares e legais, seja pelos ganhos de competitividade e de imagem associados a práticas empresariais mais sustentáveis.

É o caso do recurso a lâmpadas LED e de balastro eletrónico. Apesar de fazerem baixar a factura da eletricidade entre 5 e 10% e de muitas empresas trabalharem 24 horas por dia durante quase todo o ano, não iluminam tantas fábricas portuguesas como se possa pensar.

Poupanças ainda maiores se conseguirão otimizando a produção em horários com energia mais barata. Os mesmos efeitos poderão ter a revisão e a melhoria da instalação dos sistemas de ar comprimido, pela otimização do equipamento existente, a diminuição da pressão e a redução de fugas.

A produção de frio e de calor é outro item da check list da eficiência energética da indústria portuguesa. Como na utilização de motores elétricos, o recurso a variadores eletrónicos de velocidade pode melhorar significativamente a produção de frio.

Já no que se refere à produção de calor, o isolamento térmico de equipamentos como extrusoras, por exemplo, e a opção pelo gás natural proporcionam, normalmente, poupanças de energia não negligenciáveis.

E se a reconversão ambiental ou a atualização tecnológica implicam investimento, já em termos comportamentais as mudanças necessárias são mais baratas e decorrem de opções de gestão. A eficiência energética, como evidencia o “Guia de apoio” que fica como legado da segunda edição do projeto Efinerg, é mais do que “ligar ou desligar um interruptor”; é, isso sim, uma atitude permanente e uma forma de afirmar uma cultura de gestão orientada para o controlo do consumo de energia.

A medição e monitorização dos gastos energéticos dos diferentes equipamentos e das instalações de uma PME industrial permite conhecer o seu perfil de consumo. É informação relevante para a gestão e permite assegurar mecanismos de feedback relativamente ao comportamento de todos e de cada um na empresa. E não só para o gestor de energia, que deverá intervir ao nível técnico e induzir uma cultura empresarial virada para o uso racional da energia.

No cômputo das duas edições do projeto Efinerg, a AEP monitorizou 200 empresas, de 11 sectores. Na primeira, que decorreu em 2011 e 2012, foram intervencionadas 125 PME com consumos energéticos significativos, implantadas nas regiões Norte, Centro e Alentejo, de cinco sectores industriais: metalomecânica, agroalimentar, têxtil e vestuário, cerâmica e vidro e madeira, mobiliário e cortiça.

Para mais informações, consulte o aqui.


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