AEPortugal

Associação Empresarial de Portugal

Terça-feira, 20 de Novembro de 2018.Visitante

Login Pedido de Informação Imprimir

 

 

AEPortugal

Informação Económica

Formação

 

AEP Projetos

 

Feiras

Internacionalização

Enterprise Europe Network

Qualidade

Ambiente e Energia

S S T

Sistemas de Incentivos

Jurídico

AEPortugal

AEP

Apresentação

Breve Historial

Estatutos

Orgãos Sociais 2017 - 2020

Organograma

CSA  -  Conselho Superior
 Associativo

Inscrição em Eventos

Biblioteca AEP On-line

Newsletters AEP

Subscrever Newsletters AEP

Publicações AEP

Recursos Humanos

AEPortugal

SÓCIOS

Admissão

Actualização de Dados

548.000 Maiores Empresas

Económico Digital

CONTACTOS

AEPortugal

FUNDAÇÃO AEP

APCER

CESAE
Católica Porto Business  School
Exponor
Exponor - Brasil
Formação PME
IDIT
Parque - Invest
 
 

 

 

   

 

     Logo facebook

 

 

A E Portugal : notícias
 

notícias - notícias em destaque

Referendo na Grã-Bretanha – Uma má notícia para Portugal e um sério aviso para a Europa

 


1) O resultado do referendo de ontem na Grã-Bretanha, um histórico aliado de Portugal, constitui uma má notícia para o nosso país e um sério aviso para a Europa.

Ao confrontar a União Europeia e todos os outros 27 Estados-membros com a necessidade de repensar o projeto europeu, requer que o processo que se irá seguir seja pautado pela serenidade e aproveitado para aprofundar e aperfeiçoar o funcionamento do Mercado Único.

A decisão do povo britânico tem fortes implicações políticas, económicas e empresariais. Mesmo admitindo que os participantes no referendo possam ter acrescentado alguma coisa à sua vivência democrática, representa um revés para esta União Europeia.

Está já a ter gravosas consequências nos mercados financeiros, podendo atrasar ainda mais a construção da União Económica e Monetária Europeia. Interfere negativamente no comércio internacional e subtrai riqueza ao PIB mundial. Neste quadro, a vitória do “Brexit” constitui uma perda para as empresas e para a economia portuguesas.

2) O excelente relacionamento entre os povos português e britânico e a secular aliança entre os dois países, no entanto, não estão em causa. Para os empresários portugueses, a alternativa a considerar é reforçar e melhorar esse relacionamento e darlhe uma nova dimensão económica, valorizando a fachada atlântica da Europa.

3) Importa ter em conta que está em causa aquele que, no ano passado, foi o quarto maior mercado das exportações portuguesas de bens, com uma quota da ordem dos 7% do total, e o nosso sexto fornecedor, responsável por cerca de 3% das nossas importações. Mas, estes indicadores são ainda mais expressivos se considerarmos a balança de bens e serviços. Então, o peso das nossas exportações para a Grã-Bretanha sobe para 9,5% e o das importações cresce para 4,8%.
Para além destas facetas do problema, há ainda a considerar o caso específico do turismo e do IDE britânico no nosso país.

É caso para dizer que o Reino Unido pode ter deixado a Europa, mas Portugal jamais poderá perder o seu mais antigo aliado.

4) Há, por isso, razões de sobra para todos os agentes políticos que irão ser chamados, no Reino Unido e na Europa, a traduzir em atos uma decisão democrática do povo britânico serem confrontados com a responsabilidade histórica de não transformarem num divórcio litigioso a renúncia, democraticamente legítima, de um dos 28 estados-membros da UE aos fundamentos do projeto europeu.

A situação exige bom senso a todos e abre caminhos novos aos povos europeus que continuam a acreditar num futuro de paz, bem-estar e desenvolvimento económico no único continente que num século foi palco de duas guerras mundiais.

Aos líderes e dirigentes das diferentes instituições da UE, é de pedir um total empenhamento no reforço das políticas e dos meios que promovam a matriz civilizacional europeia, o bem-estar dos seus povos, o crescimento económico e o emprego.

5) Mas, para Portugal, para os profissionais e para as empresas portugueses este é, também, um tempo de oportunidades. Os laços que nos unem ao Reino Unido têm muitos mais anos e História do que os do projeto europeu. Há que reinventar esses laços, dando um novo conteúdo às relações institucionais, económicas e culturais existentes entre os dois países.

É que, hoje, já não trocamos apenas têxteis por vinhos com os nossos velhos aliados britânicos. Há muito que Portugal é um país global. E hoje temos massa cinzenta, excelentes profissionais, tecnologia, bons produtos e marcas reputadas em todo o mundo.

Agora, e por força dos técnicos qualificados que o país formou e atualmente trabalham lá, bem acolhidos e inseridos nas comunidades locais, importa defender e valorizar esse património comum.

Como instituição com 167 anos de existência e um dos mais ativos agentes na promoção das empresas, produtos e marcas portuguesas no estrangeiro, a AEP – Associação Empresarial de Portugal não deixará de dar o seu contributo para essa nova arquitetura do relacionamento económico luso-britânico.

Matosinhos, 24 de junho de 2016

Pel’O Conselho de Administração da AEP – Associação Empresarial de Portugal

Paulo Nunes de Almeida (Presidente)


A E Portugal : Informação de Rodapé

Design por: www.designarte.pt

Desenvolvido por CESAE: www.cesae.pt

Webmaster: dti@mail.cesae.pt